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Testemunhos
     

“...Encarou tudo com muita coragem e dignidade” - Por Conceição Matos

O inesperado e indesejável “trovão” surpreendera “Maria” e não era fácil remover os escombros, nem fazer recuperações.

A “Maria” sofria de uma valvulopatia, que se agravou e foi causa de um A.V.C. (Acidente Vascular Cerebral) em 1993. Ficou com sequelas: um deficit motor do membro superior direito e uma afasia verbal, portanto, uma incapacidade para formular palavras.

“Também, não podes levar eternamente os dias a chorar. Tens de reagir, ganhar coragem!”.

“Não...fala...” respondia Maria.

Falar é fácil, mas não para quem, de um momento para o outro, começa a sentir-se uma estranha dentro de si mesma e em relação aos outros, porque deixa de se poder expressar, de entender o que lhe dizem, de poder ler e escrever... não é mesmo nada fácil!

“Maria”, 55 anos, trabalhadora por conta de outrem, com família constituída (marido, filhos, genro e neto)... teve de se reencontrar... de se readaptar à sua nova condição. Isso foi inevitável.

No entanto, as relações familiares deixaram de o ser, tornando-se insuportáveis, dolorosas, frustantes... o divórcio foi uma realidade muito dura, porque a família, nestes momentos, é que deve ser o pilar fundamental para que haja uma evolução positiva... e a “Maria” não o teve, no entanto, encarou tudo com muita coragem e dignidade!...

A sua terapeuta da fala, no Hospital de Santa Maria, indicou-lhe a Associação Nacional de Afásicos e a “Maria”, um dia apareceu!

Já lá vão dois anos e tal... a “Maria” brota vivacidade, alegria, energia... recuperou a sua auto-estima, é muito participativa e até retomou o trabalho, que suspendera em virtude da doença.

Sente-se feliz... as palavras, ás vezes, perdem-se no seu cérebro, mas a “Maria” logo descobre outra forma de se expressar... e consegue sempre!

 

 

 

 

 

 

 

     
 
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