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Quem somos
   

História da Fundação

E assim nasceu a A.N.A.

Há mais de dez anos atrás, em cima em da minha secretária, estava uma carta de uma terapeuta da fala, norte americana, muito conhecida na área da Afasia- Martha Taylor Sarno- dirigida ao Sr. Prof. Castro Caldas. Nessa carta ela perguntava se existia e como funcionava a associação de afásicos em Portugal e mandava informações sobre a associação americana... e foi aqui que tudo começou. Nessa altura, eu tratava um doente afásico, de personalidade batalhadora e dinâmica que tendo tomado conhecimento do conteúdo dessa carta nunca mais desistiu de criar uma Associação de Afásicos em Portugal.

Arrastados pela força desse homem cinco terapeutas da fala, dois fisioterapeutas, dois terapeutas ocupacionais e um punhado de doentes, afásicos já há alguns anos, e com o apoio do Laboratório de Estudos de Linguagem, reuniram-se, empenharam-se e levaram para a frente o projecto.

Foram meses de muito trabalho, mas de muito entusiasmo - fizeram-se reuniões, distribuiram-se tarefas, criaram-se panfletos, deram-se entrevistas, em várias rádios, para sensibilizar a opinião pública, contanctaram-se pessoas afásicas de todo o país para angariação de sócios e, finalmente, chegou o dia em que num cartório da Baixa nasceu a Associação de Afásicos.

Nestes últimos 10 anos muito têm feito os que mais directamente estão ligados à A.N.A., mas porque tudo tudo começou no meu no gabinete de terapia da fala e graças à vontade indomável de um homem e à sua grande perseverança, quero prestar a minha homenagem ao Coronel António Santiago da Costa Andrade.

Talvez este homem não seja o exemplo típico de um afásico, mas foi graças á sua personalidade que se conseguiu fazer a Associação.

Ser afásico condiciona, na maioria dos casos, quaiquer iniciativa, quer em relação a si próprio, quer em relação aos outros. Fazer "qualquer coisa" torna-se muito difícil porque estes indivíduos perderam uma "arma" muito importante para vencer as batalhas - a palavra- e, embora, por vezes, muito incentivados, raros são os que conseguem acreditar nas suas capacidades para ousar empreender novos e desconhecidos projectos.

O doente afásico passa, regra geral, por três fases: depressão, pânico e adaptação. Na 3ª e última fase é o período, de adaptação que continua pelo resto da vida do indivíduo. Neste período, o afásico mobiliza e concentra todas as suas forças e começa a compensar os defeitos, por isso, é sobretudo nesta fase que a vida associativa se torna muito importante porque pode possibilitar o início de novas tarefas e com a ajuda dos pares é bem mais fácil!

Sou terapeuta da fala há 25 anos e, sempre e só, trabalhei com afásicos. Gostaria, por isso, de deixar uma palavra de incentivo a todos os sócios da A.N.A., para que não desistam e se empenhem em novos projectos. Conheço muitos como vós que saíram vencedores daquilo a que se propuseram capazes e... foram-na.

Terapeuta da Fala

Maria Gabriela Leal

 

 
 
 

 

 

 

 

 

 

     
 
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